No Brasil, 94% das pessoas não se sentem preparadas para a aposentadoria
Vocações
Por Luís Fernando Veríssimo
* Publicado no Jornal do Brasil.
Com o fim do ano escolar e a aproximação dos vestibulares, o pensamento dos jovens se vira para assuntos sérios como o futuro enquanto seu corpo tenta convencê-lo a só relaxar e aproveitar as férias. É a velha luta entre neurônios e hormônios chamada adolescência, tornada mais grave pelo calor e a obrigação de decidir o que se vai ser na vida. É quando os jovens precisam pensar na sua vocação.
Presidente da República coisa nenhuma. Contrabaixista e numismata.
Mas, mas... tenta protestar o espermatozóide.
Quieto. Lembre-se de que você é o intruso aqui. Eu estou em casa. E na minha casa mando eu!
Estou entre Letras, Educação Física e Oceanografia...
Festival de harpas atrai multidões na capital do samba
RIO DE JANEIRO, Brasil (AFP) - Conhecido internacionalmente pelo samba e pelas belas paisagens, neste mês de maio, o Rio de Janeiro trocou o tradicional ritmo brasileiro pela música clássica e aproveitou o cenário natural para abrigar um dos maiores festivais de harpa do mundo - que, em sua quarta edição, é um surpreendente sucesso de público.
Com mais de 90 concertos - todos gratuitos - realizados em cartões-postais da cidade como o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado, o Forte de Copacabana e o Jardim Botânico, o Festival Internacional de Harpas do Rio de Janeiro, que tem um mês de duração, já registra um público de mais de 15.000 pessoas apenas nos primeiros 15 dias.
"Até o fim do mês, devemos dobrar o público do ano passado", estimou à AFP Sérgio da Costa e Silva, diretor do festival. Em 2008, as apresentações atraíram mais de 20.000 pessoas.
"O Festival de Harpas do Rio é um dos maiores do mundo, e coloca o Rio de Janeiro e o Brasil no circuito mundial da música clássica", afirma.
Com média de três concertos por dia em locais diferentes da cidade, a organização do festival geralmente precisa correr para resolver um problema inversamente proporcional ao sucesso da iniciativa: a escassez de harpas.
Por ser um instrumento delicado e difícil de carregar, muitos harpistas - são 33, de 25 países - preferem deixar seus instrumentos em casa, e a maioria precisa se apresentar com uma das duas harpas disponibilizadas pelo festival.
"Só temos duas, infelizmente. Uma é nossa (...). A outra foi emprestada pela Orquestra Sinfônica Brasileira. É uma correria", explica Costa e Silva, enquanto coordena o transporte de uma delas ao fim de um dos concertos, para que o instrumento chegasse a tempo a outra apresentação.
Para Francisco Ávila, que acompanha o festival desde sua criação, em 2006, esta é uma das poucas oportunidades que os apreciadores da música clássica têm para ver boas apresentações na cidade.
"Deveria haver mais ações como este festival. Não é verdade o que dizem, que são poucos os que gostam da música clássica. Nós somos muitos, mas somos uma multidão silenciosa", diz Francisco, que assistia a uma apresentação ao lado da mulher, Rosa.
"Nós sempre vamos, acompanhamos tudo o que podemos do festival e de outras séries de apresentações", conta ela.
O casal acabava de assistir ao concerto das americanas Cathy Victorsen, harpista, e Jane Strauman, flautista, que tocaram acompanhadas pela Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro e pelo coral infantil e adulto do Instituto da Ópera, uma ONG que ajuda crianças pobres através da música.
"Foi mágico", diz Jane. "O público foi maravilhoso, parecia que nós estávamos tocando na sala de estar de alguém. Fomos muito bem recebidas".
Antes da apresentação, na Sala Cecília Meireles, na Lapa - bairro conhecido pelas dezenas de casas noturnas de samba - uma multidão fazia fila na porta em busca de um dos 800 ingressos, que se esgotaram rapidamente.
Na tradicional cinamateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), a fila para a apresentação do trio brasileiro Silvia Braga (harpa), Gilson Peranzetta (piano) e Mauro Senise (flauta e saxofone) tinha mais que o dobro da capacidade do espaço. Algumas pessoas assistiram ao concerto sentadas no chão, e muitas precisaram voltar para casa, como viu um jornalista da AFP.
Uma das apresentações mais disputadas do festival até agora foi a da célebre harpista espanhola Maria Rosa Calvo-Manzano, no palácio da Ilha Fiscal, outro belo ponto turístico carioca.
"O festival é ótimo porque alia duas coisas: os lugares bonitos do Rio e a boa música", elogia Thereza Carvalho, professora de educação artística. "A harpa me parecia distante das pessoas, mas o que eu vejo aqui é um interesse enorme".
Pro Uni
Você deve se cadastrar no site do ProUni e para isso deve atender alguns pré-requisitos: - Ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio Enem - daquele ano (se você for concorrer a uma bolsa para o ano de 2010, deve ter participado do Enem em 2009);
- Ter conseguido uma pontuação mínima de 45 pontos neste Enem (soma da nota da prova objetiva e redação, divididas por 2);
- Ter cursado o Ensino Médio em escola pública ou em escola particular como bolsista integral;
- Ter renda familiar por pessoa comprovada de até um salário mínimo e meio para bolsa integral e até três salários mínimos para a parcial;
Em seguida, uma comissão do Ministério da Educação avalia as inscrições e determina quem tem direito às bolsas.
Vale lembrar que boas notas no Enem são fundamentais para a classificação no ProUni, e, conseqüentemente, na distribuição das bolsas (O melhor classificado poderá escolher o curso e a faculdade onde quer estudar).
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Siga em frente com os Estudos!
Enquanto o sucesso não está garantido, estudantes investem também em carreiras mais seguras
RIO - Motorista prevenido sempre mantém um estepe bem conservado dentro do carro, certo? Pois gente que quer seguir a carreira artística, mas ainda não alcançou o sucesso esperado, anda fazendo algo parecido. Só que o estepe, nesse caso, é uma segunda profissão. Baterista da banda Scracho, Débora Teicher, de 20 anos, por exemplo, está prestes a se formar em Engenharia de Produção na PUC-Rio.
- Escolhi Engenharia para ter uma alternativa profissional de que eu goste, se a música, que é o meu grande sonho, não der certo. Tenho que me desdobrar por causa de faltas, de provas, e ainda convencer meus professores de que a banda não é só uma diversão - conta ela, que chegou a estagiar por seis meses para garantir um bom currículo de engenheira e não sair da faculdade sem experiência.
Débora comemora a boa fase do grupo, do qual faz parte há dois anos e meio - convidada pelo amigo Gabriel Leal, que se formou no mesmo curso. Ano passado, a banda (cujo vocalista, Diego Miranda, entrou agora em Comunicação Social na PUC-Rio) foi indicada como revelação no Prêmio Multishow e teve a música "Divina comédia" na trilha de "Malhação":
- As coisas estão começando a fluir para nós. Este ano, vamos lançar o segundo disco da banda com o apoio de uma gravadora, e teremos mais de infraestrutura de divulgação. Estamos longe de conseguirmos pagar as contas, mas animados com as perspectivas - diz Débora.
Unir a formação acadêmica com a música foi mais fácil para Bruno Muniz, de 24 anos. Formado em Economia na Uerj e mestrando em Antropologia na UFRJ, ele vai fazer sua dissertação sobre dub - gênero musical da sua banda, Laranja Dub, que lança seu primeiro disco este ano.
- Enquanto a banda não deslancha, vivo do dinheiro da minha bolsa de estudos e do aluguel de equipamento de som para eventos que a banda conseguiu montar - diz ele. - Pretendo continuar meus estudos no doutorado. Vou conciliar as duas coisas até uma demandar mais de mim.
Seus companheiros de banda seguem a mesma cartilha. Tiago está terminando licenciatura em Biologia na UFF e dá aulas, assim como o guitarrista Diego Furnieri. Já o vocalista Cláudio Serrano cursa licenciatura em Música na Unirio.
- Vamos tocar a banda enquanto ela for viável, e ela tem sido cada vez mais. Mas, se chegar um momento em que não der mais para continuar, cada um pode seguir com a sua profissão - diz Tiago.
" Vamos tocar a banda enquanto ela for viável, e ela tem sido cada vez mais (Tiago/Laranja dub) "
Estudante no segundo período de Cinema na PUC-Rio, Júlia Stockler, de 20 anos pensa em fazer Artes Cênicas, mas conta que optou pelo seu curso atual por achar melhores as perspectivas profissionais. Atriz do Tablado desde os 10, ela terminou recentemente de filmar "Amazônia Caruana", com Tizuka Yamasaki, e está com um projeto de encenar "Os miseráveis", de Victor Hugo.
- Não conseguiria escolher um curso que não tivesse nada a ver com o que eu faço agora, mas pensei em algo que pudesse ser mais rentável.
Para Sandra Korman, coordenadora do departamento de Comunicação da PUC-Rio e especialista em planejamento profissional, o "plano B" tem que ser igualmente prazeroso:
- Quem faz Administração e tem uma banda, por exemplo, pode usar o que sabe no seu projeto, pois a música não deixa de ser um empreendimento. Na hora de escolher uma carreira alternativa, é preciso que seja uma escolha que faça sentido para a pessoa, mesmo que não tenha nada a ver, e não uma obrigação.
Informática é o curso profissional mais procurado.
| IBGE: Informática é o curso profissional mais procurado. 22 Mai 2009 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje levantamento que revela que o curso de qualificação profissional mais procurado, em 2007, era o de informática (45,5%), seguido por comércio e gestão (11,5%). A rede privada de ensino atende a maioria dos alunos da educação profissional no País. O estudo, referente a 2007, revela que 53,1% das pessoas de 10 anos ou mais de idade que frequentavam em 2007 ou haviam frequentado anteriormente cursos desse tipo foram atendidas por instituições particulares, enquanto 22,4% por instituições públicas e 20,6% pelo Sistema S de ensino (Senai, Senac, Sebrae etc.). PUBLICIDADE Ainda de acordo com o IBGE, 10,2% dos que já se inscreveram em um curso profissionalizante não concluíram os estudos e, desse total, 25,5% citam os problemas financeiros como principal motivo da desistência. O estudo mostra também que, entre os 6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que frequentavam, em 2007, algum curso de educação profissional, 80,9% estavam no segmento da qualificação profissional e 17,6%, em cursos técnicos de nível médio. Somando os que frequentavam com os que já haviam frequentado curso de educação profissional (35,6 milhões de pessoas), a divisão se repetia: 81,1% estavam no segmento da qualificação profissional; o curso técnico de nível médio representava 18,2% do total; e a graduação tecnológica, 0,7%. O estudo, intitulado "Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional" é um suplemento da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizado pelo IBGE, em convênio com o Ministério da Educação. Enviado pela aluna do curso de "Formação em Op e Gestão de Carreiras": Elisabete Fernandes. |
PROIBIDO EXIGIR MAIS DE MEIO ANO DE EXPERIÊNCIA
| PROIBIDO EXIGIR MAIS DE MEIO ANO DE EXPERIÊNCIA Nova lei busca aumentar oportunidades de emprego para jovens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante. A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais. A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo. - Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas. Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.- É um dispositivo inócuo. A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores. (Fonte: Jornal Zero Hora - Porto Alegre) |
Salario de executivos brasileiros teve alta de 42% em 2003
Salario de executivos brasileiros teve alta de 42% em 2003
Uma pesquisa realizada pelo jornal Valor mostra que a remuneração da elite dos executivos nacionais subiu 41,9% em 2003. A análise foi feita com base nos documentos enviados por 31 companhias brasileiras de grande porte à Securities and Exchange Comission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos.
A variação dos salários auferidos pelos administradores brasileiros é superior a registrada nas empresas americanas, que no ano passado foi de 9,1%. Dentre as empresas que mais bem remuneraram seus executivos, os bancos ocupam a primeira posição. Dois fatores explicam a alta dos salários em tempos de crise:
1) Lucro maior. Nas 31 companhias que foram alvo da pesquisa o lucro cresceu 163% em relação ao ano anterior
2) Fator talento. Em um período de dificuldades, talentos são valorizados. As grandes empresas aceitam pagar mais para retê-los.
http://vocesa.abril.com.br/aberto/meudinheiro/pgart_01_19072004_44278.shl
87% das pessoas empregadas estão insatisfeitas com seu trabalho.
Já faz algum tempo que uma das maiores preocupações, no Brasil e em muitos países do mundo, é a possibilidade de demissão. Mesmo assim, estudos mostram que 87% das pessoas empregadas se dizem insatisfeitas com seu trabalho por várias razões: o chefe é um desastre, os colegas são perigosos, não vê seu valor reconhecido, qualificação profissional acima da necessária para a tarefa, etc. As pessoas querem ter liberdade para trabalhar e sentir que o que fazem é importante. Dois terços dos profissionais que se demitem o fazem de seus chefes, não da empresa em que trabalham. Nos últimos anos, saímos de um conjunto de práticas administrativas que tinha como modelo ser paternalista e, ao mesmo tempo, autoritária, mantendo o domínio sobre as pessoas e definindo o que ela achava melhor para elas. Agora, a responsabilidade está cada vez mais nas mãos dos próprios empregados. Antes, submissos, obedientes e disciplinados, hoje devem ser autônomos e empreendedores. Ainda existem dificuldades na consolidação dessa cultura, pois muitas empresas mantêm o papel de definir onde, como e no que o funcionário deve se desenvolver, muitas vezes desconsiderando o plano de carreira e de vida que a pessoa quer seguir. Além disso, milhões de reais investidos em consultoria, treinamento e desenvolvimento para seus funcionários acabam em verdadeiro desperdício de tempo e dinheiro porque apenas 10% das pessoas envolvidas mudam seus comportamentos. Mesmo em programas de qualidade, em que a melhoria dos processos é contínua, poucas pessoas levam esses princípios para a vida pessoal. Nesse contexto, o americano James Hunter – consultor, palestrante e autor do livro O Monge e o Executivo – propõe uma nova forma de liderança – a liderança servidora –, inspirada em Jesus Cristo. O autor define a liderança como a capacidade de influenciar pessoas, em que Jesus era imbatível. As pessoas devem seguir alguém por livre e espontânea vontade. Significa exercer a liderança por meio da autoridade, e não do poder. Usando o poder, obrigamos as pessoas a fazerem a nossa vontade, o que até funciona, mas, com o tempo, deteriora os relacionamentos. Eventualmente, um pai, por exemplo, precisa usar de poder para obrigar seu filho a estudar. Ter poder sobre as pessoas é diferente de ter autoridade sobre elas. Autoridade é a habilidade de conseguir que as outras pessoas aceitem de bom grado a nossa vontade, orientação e até determinação. No mundo corporativo, em que as pessoas buscam seu ganha-pão e, em alguns casos, a realização pessoal e profissional, 1) ninguém mais tolera gerentes ou chefes autoritários; 2) muitas empresas já reconhecem que os antigos métodos de comando e controle, na base do grito e da ameaça, não funcionam mais; e, 3) é preciso ver a liderança de forma diferente. Isso também vale, com muito mais razões, em clubes, igrejas, associações, ongs ou grupos de interesse, onde as pessoas participam porque gostam, para prestar algum serviço voluntário e até para aprender ou desenvolver alguma habilidade. Existem, ainda, pessoas – poucas, é verdade, e em extinção – que, agarradas ao poder contextual, se acham no direito de passar por cima de estatutos, de regulamentos, até de elementares noções de convivência civilizada. É uma das contradições que carregamos: gostamos de ser únicos e originais, mas não toleramos e nos sentimos ofendidos por manifestações, contrárias às nossas. Surpreende que até jovens, inclusive com formação superior, comunguem desse mesmo comportamento. O tempo da Páscoa, além de todas as lembranças e motivos religiosos e espirituais que possa despertar ou renovar em nós, pode permitir também o afastamento daquelas pedras de resistência aos novos valores e paradigmas, fazendo-nos sair da escuridão da tumba, onde deixamos as mágoas, os rancores, os ressentimentos, e tantas outras mazelas, e ressuscitamos para uma nova vida de realizações pessoais, profissionais, financeiras, sociais e espirituais.
Emprego ajuda a decidir carreira
Enviado pela psicopedagoga e aluna do curso de Formação em OP, Denise Azevedo Gomes Ferreira.
Folha de São Paulo, 01/05/2007 - São Paulo SP
Emprego ajuda a decidir carreira
Chance de errar na escolha da profissão é menor por causa do contato prévio com a rotina FERNANDA CALGARO DA REPORTAGEM LOCAL
O senso comum diz que a escolha da carreira acontece num momento em que a idéia ainda não está amadurecida o suficiente e houve pouco contato com a profissão. Certo? Nem sempre. Em muitos casos, essa ordem se inverte e é a vivência profissional que leva à decisão pelo curso. Ariane Paiva, 19, planejava ser engenheira química. Em 2005, quando estava no terceiro ano do ensino médio, porém, começou a ter aulas de violino -promovidas por uma ONG- no mesmo bairro onde mora, Guaianases (zona leste de SP). Mesmo após o final do curso, ela continuou fazendo parte da orquestra da ONG e começou a tocar em eventos e casamentos. Além dos cachês, a experiência lhe trouxe uma certeza: irá prestar música. "Eu me descobri na música. Antes não sabia nada, nem escala musical", conta Ariane. Desde o início do ano passado, ela faz cursinho pré-vestibular e se divide entre aulas particulares de violino e ensaios na orquestra da ONG e numa camerata. Informação - "As chances de errar na escolha da carreira são menores porque a pessoa conhece a dinâmica do dia-a-dia da profissão. Há menos possibilidades de se iludir", avalia Glaucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho. "Quando se entra em contato com a prática, por menor que seja, isso dá uma noção dos problemas rotineiros do trabalho." No local de trabalho, o estudante pode aproveitar para conversar com os profissionais, trocar informações e consultar os livros disponíveis. Além disso, pode facilitar na hora de fazer o estágio obrigatório. "Dependendo da empresa, a pessoa pode tentar fazer o estágio ali mesmo durante a faculdade." Mas, se a vivência profissional pode ser um caminho para a decisão, isso não é o suficiente. "Percebemos que alguns jovens que optam pelo curso após um contato profissional têm uma segurança maior pela experiência que tiveram. Porém, é importante deixar claro que isso não basta para vir a ser um bom profissional e destacar-se no mercado de trabalho", explica a orientadora profissional Maria Ana Marabita, mestre na área pela Unicamp. Conhecer as próprias limitações e potencialidades é essencial para fazer uma escolha acertada. É importante também buscar por informações sobre a carreira. Palestras e visitas a universidades dão noções do curso. "Todo indivíduo deveria ser treinado ao longo de sua vida a fazer reflexões constantes sobre conhecer-se melhor, suas preferências em relação ao mundo escolar e social, atividades que lhe dão prazer", explica Maria Ana. Habilidades - A orientadora profissional recomenda que as pessoas que já têm a vivência profissional na área busquem cursos que agreguem técnicas, aumentem habilidades e auxiliem na prestação de serviços, sem deixar de lado a realização pessoal. "É preciso que haja uma parceria muita harmônica entre a experiência de trabalho e o curso a escolher." No caso da vestibulanda Adriana Ferreira da Cruz, 19, que irá prestar relações públicas, o emprego em telemarketing foi importante para tirar suas dúvidas. "Apesar de a carreira ser mais estratégia, no meu emprego também lidamos com a imagem da empresa e fidelizamos clientes", analisa. "Agora, estou bem focada no que eu quero. Gostei muito da área."
Corrigindo para valores de hoje, chegamos aos R$ 850 por uma jornada de 40 horas. Hoje, 39% dos professores recebem menos do que isso. Para professores em início de carreira, esse percentual chega a 55%
Médico e administrador são profissões mais bem pagas; veja ranking
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JANAINA LAGEda Folha Onine, no Rio
Médicos e administradores estão no topo da lista de profissões mais bem pagas do país, de acordo com o estudo 'O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho', divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).Os médicos com mestrado ou doutorado estão no topo da lista de chance de ocupação, com 93% de probabilidade de estar empregado. Esta categoria tem uma remuneração salarial média de R$ 8.966. Em compensação, os médicos também lideram a lista do número de horas trabalhadas por semana, com uma jornada média de 52,02 horas.Já os médicos com graduação tem um salário médio de R$ 6.705 e uma probabilidade de ocupação de 90%. No sentido oposto, os formados em teologia estão entre as piores colocações e em terceiro lugar na jornada de trabalho, com 49,03 horas semanais.Para saber a média salarial de sua profissão, já dividida por critérios de sexo, raça, idade e grau urbano, clique aqui. A FGV lembra, no entanto, que os salários do quadro são de 2000 e precisam ser multiplicados por 1,55 para se chegar aos valores atuais corrigidos pela inflação.Relação educação/salárioPara a FGV, a pesquisa comprova a relação direta entre escolaridade e remuneração. 'A hierarquia educacional se reflete na hierarquia dos resultados observados no mercado de trabalho, ou seja, aquele que estudou mais recebe salários mais altos e tem maiores chances de conseguir trabalho', afirmou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri.Ele destaca que a pesquisa pode ser instrumento tanto do desenho de políticas públicas como para auxiliar a escolha do cidadão na hora de prestar vestibular ou escolher um curso de pós-graduação de acordo com o retorno que cada profissão pode oferecer.Veja abaixo os 40 primeiros da lista com os salários já atualizados:*Os salários incluem a renda de todos os trabalhos, ou seja, os dados incluem a renda de mais de um emprego de médicos ou advogados, por exemplo.
1- Medicina (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 8.966,07
2- Administração (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 8.012,10
3- Direito (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 7.540,79
4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 7.085,24
5- Engenharia (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 6.938,39
6- Medicina (graduação)Salário médio: R$ 6.705,82
7- Outros cursos de engenharia (graduação)Salário médio: R$ 6.141,05
8- Engenharia mecânica (graduação)Salário médio: R$ 5.576,49
9- Engenharia civil (graduação)Salário médio: R$ 5.476,85
10- Outros cursos de mestrado ou doutoradoSalário médio: R$ 5.439,32
11- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 5.349,96
12- Geologia (graduação)Salário médio: R$ 5.285,77
13- Engenharia elétrica e eletrônica (graduação)Salário médio: R$5.231,07
14- MilitarSalário médio: R$ 5.039,14
15- Ciências agrárias (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 5.028,37
16- Outros cursos de ciências biológicas e da saúde (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 4.947,44
17- Engenharia química e industrial (graduação)Salário médio: R$ 4.844,92
18- Outros cursos de ciências humanas e sociais (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 4.677,14
19- Direito (graduação)Salário médio: R$ 4.649,63
20- Ciências econômicas (graduação)Salário médio: R$ 4.644,67
21- Agronomia (graduação)Salário médio: R$ 4.356,56
22- Propaganda e marketing (graduação)Salário médio: R$ 4.199,05
23- Odontologia (graduação)Salário médio: R$ 4.075,63
24- Administração (graduação)Salário médio: R$ 4.006,61
25- Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas, exclusive engenharia (graduação)Salário médio: R$ 3.949,86
26- Curso superior de mestrado ou doutorado (ainda não concluído)Salário médio: R$ 3.928,07
27- Letras e artes (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 3.864,82
28- Estatística (graduação)Salário médio: R$ 3.846,21
29- Arquitetura e urbanismo (graduação)Salário médio: R$ 3.835,08
30- Medicina veterinária (graduação)Salário médio: R$ 3.758,94
31- Física (graduação)Salário médio: R$ 3.516,52
32- Química (graduação)Salário médio: R$ 3.516,52
33- Comunicação social (graduação)Salário médio: R$ 3.435,09
34- Formação de professores de disciplinas especiais (graduação)Salário médio: R$ 3.408,60
35- Farmácia (graduação)Salário médio: R$ 3.381,98
36- Ciências da computação (graduação)Salário médio: R$ 3.325,40
37- Outros de ciências agrárias (graduação)Salário médio: R$ 3.278,04
38- Pedagogia (mestrado ou doutorado)Salário médio: R$ 3.219,14
39- Ciências contábeis e atuariais (graduação)Salário médio: R$ 3.105,60
40- Outros de ciências humanas e sociais (graduação)Salário médio: R$ 3.099,10
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u102234.shtml
Diploma e monopólio
Ponto de vista:
Claudio de Moura Castro
Diploma e monopólio
"Os pobres com pouco estudo devemcompetir pelos empregos que o mercadooferece. Mas para quem tem curso universitárioo mercado é protegido por lei"
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem-sucedido na prova, abrir e fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas trata-se aí de uma questão secundária.
A medicina é uma carreira estritamente profissional, não prepara para outras funções. O custo de estudá-la é quatro vezes maior do que o custo de estudar direito. E pior do que no direito são as conseqüências dramáticas dos erros. Portanto, garantir qualidade na formação de todos os médicos é do mais legítimo interesse social. É lamentável que as associações médicas demonstrem uma atitude tão tíbia diante de faculdades fracas. Pior, a lista de punições para erros médicos é embaraçosamente curta.
A melhor solução está aí para todos verem: as provas da OAB, os exames para exercer medicina nos Estados Unidos e, agora, iniciativas semelhantes em São Paulo. Ademais, os médicos, como os pilotos de avião, deveriam passar em provas periódicas, para demonstrar sua atualização. Querer proibir a abertura de cursos não passa de uma tentativa de reduzir a oferta de médicos, sem melhorar a qualidade dos que aí estão. Ao desdenharem dos exames e reivindicarem um ferrolho nas faculdades, as associações mostram à sociedade que prezam mais seus salários do que a saúde da população. O correto seria a liberdade de abrir cursos, seguida de uma prova individual rígida. Como acontece em outros países, só quem varasse esse ferrolho poderia exercer a medicina.
Resta mencionar os cursos de administração, outra formação clássica de cultura geral. Por que exigir diplomas para o exercício profissional? Nos Estados Unidos, onde nasceram tais cursos, não há nenhuma exigência de diploma. Além disso, as melhores universidades não oferecem administração no nível de bacharelado. Na Alemanha, praticamente, não há formação em administração de empresas. Não consta que esses países padeçam de incompetência crônica na gestão dos seus negócios. É mais uma profissão se locupletando dos monopólios conferidos por leis passadas sorrateiramente no Congresso. Jornalismo é um caso até mais absurdo de monopólio dos diplomas. Menos mal que uma lei semelhante para bacharéis de astrologia não foi aprovada.
É no mínimo um passo atrás que o MEC haja cedido às pressões dos médicos e advogados para exercer legalmente o seu pseudodireito de vetar a abertura de novos cursos. Erro do MEC? Não, da sociedade brasileira, que assiste passivamente a tais tentativas de cercear a concorrência. Os pobres com pouco estudo devem competir pelos empregos que o mercado oferece. Mas para quem tem curso universitário o mercado é protegido por lei.
Claudio de Moura Castro é economista
(Claudio&Moura&Castro@attglobal.net)
fonte- veja edição 1998 ano 40 nº 9
A hora da escolha
Dinheiro, sucesso e satisfação pessoal são conseqüências para quem ama o que faz
Há um momento crucial na vida de todos aqueles que seguirão os estudos após concluir o segundo grau: que profissão escolher? Quem não tem a sorte de decidir, desde cedo, que vai ser médico, engenheiro ou advogado, quando crescer vai enfrentar longos meses ou até anos de angústia antes de tomar uma decisão que afetará o resto de sua vida. Seguir os rumos do pai, da mãe e escolher a mesma profissão ou ouvir a voz da intuição quando esta aponta para alguma aptidão? E quando essa “voz” não diz nada e aproxima-se o dia de inscrição para o vestibular? Conselho de quem chegou lá e é hoje exemplo de profissional bem-sucedido: na dúvida, opte sempre pela profissão que lhe atrai. Dinheiro, sucesso e satisfação pessoal são conseqüências para quem faz o que gosta e ama o que faz. A capacidade de ouvir e contar histórias foi o que definiu a escolha profissional de Mariana Godoy, jornalista e apresentadora do SPTV, da Rede Globo. Há 17 anos na profissão, Mariana tem uma receita para quem quer seguir essa carreira: “Jornalismo, além de profissão, é uma opção de vida. É uma profissão que exige demais e a opção deve ser feita pela paixão de ouvir e saber contar histórias e não pela vaidade.” Desde cedo, ela sabia que seu futuro profissional estava ligado à área de Humanas: “Mas a paixão pelo jornalismo nasceu do fato de eu ser muito xereta, muito curiosa, perguntar sempre muito sobre tudo e principalmente pelo meu fascínio em ouvir histórias. A pergunta que eu me fazia era se conseguiria contar essas histórias de forma fiel, sem colocar minhas opiniões e sem distorção. Porque se a preocupação ética deve estar presente em toda profissão, na nossa, então, é fundamental”, comenta a jornalista. Filha de advogado e professora, Mariana diz que não sofreu qualquer influência paterna na escolha da profissão. “A influência, na verdade, existiu, mas veio de fora. Eu era muito, muito fã da Paula Saldanha [jornalista que na década de 70 apresentava o primeiro noticiário para crianças e adolescentes da TV brasileira, o Globinho]. Foi por causa da Paula Saldanha que me interessei por jornalismo”, conta Mariana Godoy. Em relação aos conselhos dos pais, Mariana faz questão de destacar que sempre foi incentivada a procurar a profissão que lhe desse prazer e realização. “Os valores que eles me passaram foi o de estar bem e realizada com o meu trabalho e não ter um diploma que pudesse irrigar minha conta bancária.”Para Mariana Godoy, mais importante do que ter vários diplomas e certificados de cursos pendurados na parede é ter uma sólida formação cultural. “Sempre viajei muito. Fui várias vezes para a Europa com uma mochila nas costas, com pouco dinheiro, mas com muita disposição para aprender, visitar museus e conhecer outras culturas. A formação, a bagagem cultural é fundamental para um jornalista.” Uma exigência fundamental nesse meio é o aprendizado de idiomas. Ela própria fala inglês, francês, espanhol e italiano. “Saber outras línguas faz parte dessa preocupação com a formação e com a bagagem cultural. Além de preparar para entrevistar grandes personagens, dá acesso ao que é produzido em todo o mundo.” O jornalista e âncora do programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, Paulo Markun, é um exemplo de profissional bem- sucedido que só descobriu o que queria fazer depois de percorrer um longo caminho de dúvidas, incertezas e conclusões equivocadas. “Aos 15 anos fiz um teste vocacional e, depois de uma longa bateria de entrevistas, a orientadora disse que eu poderia seguir diversas profissões na área de Humanas. História, principalmente. Ela disse que estava surgindo um curso novo, com várias alternativas que poderiam ser interessantes. Era a Escola de Comunicações e Artes [ECA], da USP”, lembra Markun. O jornalista conta que não levou o conselho muito a sério na hora de se inscrever para o vestibular. “Tanto que resolvi fazer o curso de Arquitetura, porque cresci na casa de um famoso arquiteto, o Villanova Artigas, e achei que essa seria minha vocação.” Markun fez cursinho e, depois de um desempenho pouco satisfatório num provão, percebeu que não tinha a menor aptidão nas matérias que seriam chave para Arquitetura. Deu uma guinada e resolveu seguir o que o teste vocacional sugeria. “Fui aprovado no vestibular para a ECA e no primeiro ano de curso comecei a trabalhar no Diário do Comércio e Indústria, em seguida fui para O Estado de S.Paulo”, lembra o jornalista. Contar todo o esforço que esse jornalista colocou na construção de sua carreira consumiria uma boa quantidade de papel. Mas para ilustrar é bom lembrar que ele foi um dos principais repórteres da TV Globo na década de 80 e 90. A dica de Markun para quem vai escolher a profissão: “A indecisão é natural, mas pode se tornar uma muleta e uma justificativa para quem pretende continuar na vida a passeio. Minha família teve a grandeza de me deixar escolher o que queria fazer.” Muitas vezes a influência da família não ocorre por pressão direta dos pais. “Por ter pais médicos, até os 15 anos eu seria médica. Mas num certo momento percebi que daria uma má médica, então fiquei um pouco insegura. Como sempre gostei muito da área internacional, fiz Relações Internacionais e, como complemento, estudei História. O que pesou no meu caso foi a aptidão”, resume Denise Hamu, diretora-geral no Brasil do World Wildlife Foundation (WWF), uma das mais importantes entidades de preservação ambiental do mundo. Denise apostou muito na carreira profissional. É formada pela Universidade de Brasília, fez mestrado pela George Washington University, de Washington, nos Estados Unidos, fala inglês, francês e espanhol e tem um diploma em Administração de Projetos pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro. Apesar de tanto empenho e do alto investimento que fez, a diretora do WWF-Brasil ressalva que só se é bom profissional quando se acredita no que faz. “No momento de escolher uma profissão, o que deve preponderar é a aptidão e correr atrás do sonho. Acho que a pessoa não pode escolher algo só porque está na moda. O mundo hoje comporta muitos tipos de profissional e é preciso ter bagagem. Sei que a realidade é difícil às vezes, mas não se pode ficar preso só à perspectiva de um bom salário. Isso vem.”Para Denise Hamu, a receita para uma carreira profissional bem-sucedida inclui paixão e transparência nos atos, além de uma formação sólida – “não só na escola; a bagagem tem de ser colhida ao longo do caminho”, diz ela, acrescentando que “ninguém se torna bom profissional de um dia para o outro. Depois que você se forma, não termina sua educação. É preciso buscar sempre outros conhecimentos e se manter atualizada”. À frente de uma instituição do porte e da responsabilidade do WWF, Denise diz que a área ambiental abriga multidisciplinas. A profissional pode ser advogada, bióloga ou ter especialização em política pública. Há espaço para muitos tipos de pessoas e de profissões. “A convivência com diferentes profissionais resulta em relacionamento de troca, especialmente numa equipe multidisciplinar. No WWF-Brasil estamos construindo uma equipe assim, em que as diferentes áreas se complementam.”
Influência do paiO atual vice-presidente e diretor de telecomunicações do grupo Siemens, Aluízio Byrro, iniciou sua trajetória num dos maiores conglomerados mundiais do setor de bens de consumo como estagiário de engenharia. A opção pelo curso, diz ele, teve influência direta do pai. “Desde a época do curso científico tive interesse em estudar Engenharia e já na universidade optei por telecomunicações”, conta Byrro. Depois de formado, em 1972, foi para Munique atuar na área de transmissão em telecomunicações e desde então passou por diversas áreas e funções no Brasil e na Alemanha, onde fica a sede mundial da Siemens. Embora reconheça a influência paterna em sua escolha profissional, Byrro ressalta que o mais importante na hora de optar pela carreira é avaliar a vocação. “Para mim, o sucesso profissional está diretamente associado com a seguinte premissa: é importante fazer aquilo de que se gosta porque é muito difícil fazer bem- feito aquilo de que não se gosta.” Segundo o executivo, se a pessoa realmente tem interesse e talento para atuar em determinada área, deve focar os esforços nessa direção. Para quem está em dúvida, o vice-presidente da Siemens recomenda buscar apoio em testes vocacionais. Outro recurso importante no momento da decisão é procurar a orientação das pessoas do círculo familiar e de amigos. Byrro sugere ainda que o jovem visite as empresas nas quais tem interesse em trabalhar e converse com profissionais da área para formar uma idéia real do mercado. Receita de sucesso Byrro não tem. Mas considera que uma carreira bem-sucedida é baseada em um conjunto de aptidões e predicados que a pessoa precisa ter. “Isso porque a competição é extremamente dura nos dias de hoje, seja lá qual for a área de atuação. “Na minha opinião, para ser bem-sucedido na vida profissional, antes de tudo é preciso ter as competências inerentes à profissão escolhida. Ser competente, se atualizar constantemente, ter tido uma boa formação de forma geral são condições básicas para um bom desempenho profissional”, assegura. Outros requisitos indicados pelo vice-presidente da Siemens é ter espírito empreendedor e disposição para o trabalho, em qualquer situação. Além disso, diz ele, são necessárias outras aptidões como gostar e ter entusiasmo pelo que faz. Espírito de liderança é também uma competência absolutamente imprescindível. “Eu costumo dizer, e isso pode causar surpresa, que as pessoas que querem ter sucesso na carreira precisam ter dois sentimentos importantes: ambição e vaidade. O segredo é dominar esses sentimentos e não deixar que eles dominem você.”
http://www.guiadeprofissoes.com.br
“ Puxou o Pai “
Diretoria Geral de Recursos Humanos - DGRH
Órgão da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário - UNICAMP
http://www.dgrh.unicamp.br/noticia.shtml?idNoticia=741
"Puxou o pai". Quem já não ouviu essa frase e outras tantas muito parecidas, como "Tem o gênio da mãe" ou "É agitado como o pai quando era criança"? Esse tipo de observação sobre os comportamentos infantis dá a impressão de que eles são traços genéticos, assim como as características físicas. Uma frase como "tem o gênio da mãe" se parece com aqueles comentários sobre os recém-nascidos: tem os olhos da avó, o queixo da mãe, o olhar do tio...
Uma análise mais detalhada, porém, vai mostrar que, em geral, as semelhanças de comportamento entre pais e filhos são muito mais fruto da convivência do que da genética. A influência dos pais e pessoas que cercam a criança ocorre de forma natural e, geralmente, inconsciente. Os adultos são modelos de comportamento, e a forma como agem diante de situações prazerosas ou dificuldades é um referencial fundamental para a formação das crianças.
Quantas vezes não nos surpreendemos ao nos enxergarmos no comportamento dos filhos? A situação deixa de ser natural e passa a ser problemática quando os pais tentam fazer dos filhos uma continuação, ou uma reviravolta, da própria vida. Nesses casos, os adultos deixam de ser modelos para se tornarem uma espécie de ditadores do destino de suas crianças e adolescentes. Com as justificativas mais variadas ("Eu sei o que é melhor para meu filho" ou "Meu filho não vai precisar passar por tudo o que passei"), tentam controlar o presente e o futuro da prole como uma forma de resolver as próprias frustrações ou realizar seus sonhos.
Os exemplos são comuns: pais que querem escolher a carreira dos filhos, muitas vezes aquela que eles gostariam de ter seguido; tentativas de interferir no namoro baseadas em julgamentos sobre o tipo certo ou errado de homem ou de mulher; supervisão constante e exagerada sobre a
forma física dos filhos, que revela os próprios ideais de beleza e juventude.
Por trás dessas atitudes, esconde-se a dificuldade de lidar com questões mal resolvidas em suas próprias histórias. A falta de coragem e ousadia para tomar essa ou aquela atitude quando eram jovens se repete no presente, quando tentam se realizar pelos filhos em vez de se dar a chance de retomar a própria vida. Por não resolverem os próprios problemas, esses pais, mesmo sem sentir; muitas vezes, acabam criando ou alimentando sentimentos de insegurança ou baixa auto-estima nos filhos, entre outras dificuldades.
Um exemplo pode tornar isso mais claro. Imagine um pai ou uma mãe que tenta "influenciar" o filho adolescente a seguir determinada carreira. Nessa situação, é muito comum desqualificar a escolha do filho com frases como: "Isso não dá dinheiro", "O mercado está saturado desse tipo de profissional" ou "No futuro você vai me agradecer por não ter deixado você seguir essa bobagem". Esse tipo de comentário pode minar a confiança do adolescente na sua capacidade de julgamento, ainda mais nessa fase de tantas incertezas. O medo de não se dar bem em outra profissão que não a escolhida pelos pais e as ameaças veladas para a desobediência podem falar mais alto na hora da escolha e fazer com que acabe se ajustando a sonhos que não são seus.
É claro que todos nós fazemos planos e temos sonhos para nossos filhos. O importante é aceitar que nem todos vão se concretizar e talvez nem sejam, necessariamente, o melhor para eles. Um dos grandes desafios da relação entre pais e filhos é aprender a respeitar as diferenças.
Ajudar um filho a crescer e amadurecer também implica aceitar que ele tem seus próprios desejos, que podem diferir muito dos nossos. Essa atitude pode ser um grande aprendizado para o adulto, mas é mais importante ainda para a criança e o adolescente, que aprendem a confiar em si mesmos e a lidar com as dificuldades e as delícias de construir o próprio destino.
Enviado pela professora do curso de FORMAÇÃO EM OP do GRUPO ORIENTANDO,
Helenice Feijó de Carvalho.
Até 75% dos britânicos estão na profissão errada, diz pesquisa
Até 75% dos britânicos podem estar na profissão errada porque não conhecem suas próprias personalidades, concluiu um levantamento feito na internet por uma empresa seguradora.Cerca de 2 mil internautas fizeram um teste em que tinham que escolher com que figura se identificavam: triângulo, quadrado, curvado ou círculo. Depois, eles escolhiam uma cor. Isso levava a uma análise do perfil de cada um e a profissão exercida.
"A pesquisa descobriu que mais de 21 milhões de pessoas podem ser quadrados dentro de círculos ou triângulos tentando se encaixar no papel de um curvado", diz o texto.
De acordo com a pesquisa da empresa Bupa, 40% dos banqueiros e contadores foram identificados como pessoas carinhosas, orientadas por círculos ao invés de quadrados - organizados, analíticos e confiáveis.
Cerca de 2 mil internautas
fizeram o teste de personalidade
Triângulos
Já aquelas que trabalham em artes foram analisadas como sendo fortes e líderes, orientadas por triângulos. A criatividade, no entanto, é uma característica da figura curvada. Apenas 6% identificaram-se com esse formato.
Somente 10% dos políticos e funcionários públicos demonstraram ter habilidade
para lidar com o público – perfil dos quadrados.
A pesquisa apontou que, nacionalmente, 33% das pessoas se identificaram como círculos, sendo amáveis e amigáveis, e 32% se descreveu como triângulos, ou seja, mais ambiciosas.
"É importante entender nossas personalidades individuais a fim de encontrar a combinação certa. Não fazê-lo significa que você pode passar uma grande parte da vida se sentindo como um quadrado em um círculo", disse o psicólogo Aric Sigman, que fez a análise dos dados.
"Como esta pesquisa mostra, a maioria das pessoas simplesmente não se conhecem muito bem. Não é de admirar que recentes estatísticas do governo mostrem que apenas 17% das pessoas nunca se sentem estressadas no trabalho."
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/03/070329_pesquisabupa_as.shtml
IBGE APRESENTA FUTURO NEGRO PARA A PREVIDÊNCIA
As projeções apresentadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na primeira reunião do Fórum Nacional da Previdência Social mostram que o modelo atual não se sustenta no longo prazo. O IBGE estima que em 2050, para cada pessoa com mais de 65 anos, haverá apenas três em idade produtiva, isto é, com condições de contribuir para o INSS. Hoje, essa relação é de dez pessoas para cada idoso. Além disso, dentro de 43 anos, para cada pessoa que estiver chegando aos 65 anos, haverá apenas uma completando 15 anos e entrando na idade produtiva, conforme dados apresentados na quarta-feira no Fórum Nacional de Previdência Social. Para ter uma idéia, a população com 60 anos ou mais, que hoje é de 17 milhões de pessoas, será de 64 milhões em 2050. Aqueles com 80 anos ou mais, que são apenas 2,3 milhões hoje, serão 13,7 milhões. Isso equivale à população de Estados como Bahia e Paraná, segundo os dados do IBGE. Combinados, esse acentuado processo de envelhecimento, que aumentará o número de aposentadorias, e o crescimento muito menor da população em idade para entrar no mercado de trabalho e recolher as contribuições que financiam as aposentadorias e pensões, exigirão mudanças nas regras das aposentadorias. O aumento da informalidade é outro problema que afetará as contas da Previdência. Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que também fez uma exposição sobre as mudanças na população nos próximos anos, considera esse um problema ainda mais grave do que o envelhecimento. Segundo ela, apenas 45,5% dos homens entre 40 e 60 anos pagam contribuições à Previdência. Na prática, isso significa que mais da metade dos homens nessa faixa não terá direito de requerer aposentadoria depois que parar de trabalhar. Essas pessoas terão de receber benefícios assistenciais do governo, ou vão piorar muito sua qualidade de vida. A pesquisadora propõe mudanças como a criação de uma idade mínima para a aposentadoria, a impossibilidade de acúmulo das pensões por morte e aposentadorias, além de mudanças nas regras para as mulheres, que hoje se aposentam com menos tempo de contribuição (30 anos) que os homens (35 anos).
fonte http://www.videversus.com.br/default.asp?idcoluna=665#NOT13620
FACULDADE
Vocês provavelmente encontrarão três tipos de professor. Os ultraconservadores, que ainda ensinam "conhecimentos" de 1880. Na realidade, dogmas de um mundo que não existe mais. Percebam como vocês encontrarão muito poucos professores que se definem como neoliberais, neomarxistas, neofreudianos ou neo alguma coisa. Neo significa novo. No fundo, não são progressistas como dizem, mas ultraconservadores. Acham que o mundo não mudou ou então pararam no tempo, como todo conservador.
Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School (http://www.kanitz.com.br/)
Revista Veja, Editora Abril, edição 1996, ano 40, nº 7, 21 de fevereiro de 2007 página 18
Tecnologias de Informação trazem mudanças nos postos de trabalho

De acordo com Fernando Teixeira, pesquisador e professor da Universidade Metodista (Unimep), a Inglaterra era o único país que, naquele momento, estava em condições de exercer esse papel na economia mundial, pois havia passado por uma revolução burguesa, no século anterior, que criou condições favoráveis ao desenvolvimento do capitalismo. "Havia uma política protecionista que tornou o comércio externo superior ao consumo doméstico. As leis voltadas às demandas capitalistas, os cercamentos de terras sem obstáculos e o domínio colonial foram alguns dos vários fatores que colocaram a Inglaterra em condições de liderar a Europa a partir do final do século XVII", afirma Teixeira.
Referências Bibliográficas
- A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. David HARVEY,SP, Ed. Loyola, 2003, 12ª ed.
-Da sociedade pós-industrial à pós-moderna. Novas teorias sobre o mundo contemporâneo. Krishan KUMAR. RJ, Jorge Zahar Editor, 1997.
-A nova estratégia industrial e tecnológica: o Brasil e o mundo na III Revolução Industrial. Fórum Nacional - Idéias para a modernização do Brasil. SP, Ed. José Olympio, 1990.
Enviado pela psicóloga e aluna do curso de Formação em OP:
FERNANDA MACHADO MACIEL
Fonte:
http://www.comciencia.br/200405/reportagens/02.shtml